HISTÓRIA
uma história de inovação
Uma oportunidade de transformação em sistemas de bombas
A história da Bombadur começa muito antes da marca existir. Começa com Ale Adur, que desde muito jovem se conectou à refrigeração industrial e ao mundo dos gases liquefeitos trabalhando em plantas reais, com problemas reais.
Com apenas 11 anos, ele começou a trabalhar ao lado de um engenheiro alemão na manutenção de compressores e instalações frigoríficas em Entre Ríos, na Argentina. Essa etapa lhe deu algo que nenhum livro entrega: uma compreensão prática do comportamento dos gases e do que acontece em uma planta quando as coisas não funcionam como deveriam.
Com o tempo, Ale tornou-se responsável pela produção e pela casa de máquinas em uma empresa alimentícia (Noel). Ali consolidou sua visão integral: processo, manutenção, operação, produção e custos. Essa combinação de ofício, curiosidade técnica e bom senso foi o terreno onde mais tarde nasceu a Bombadur.
Depois veio a fase de instalador independente. Ale passou a se dedicar ao montaje de instalações frigoríficas em diferentes plantas do país, enfrentando sistemas diversos e condições de trabalho bastante exigentes. No dia a dia, um padrão se repetia: as bombas centrífugas importadas (alemãs, norte-americanas etc.) falhavam em condições reais de operação. O problema não era a teoria, era a realidade de campo.
1975: a primeira bomba Bombadur
Em vez de se conformar, Ale tomou uma decisão chave: desenhar sua própria bomba.
Com tampas de tanques, tubos, flanges e chapas, ele montou o primeiro protótipo e o instalou no frigorífico Moño Azul, em Río Negro, em novembro de 1975.
O resultado foi contundente: a bomba funcionou melhor do que as importadas e o cliente pediu mais equipamentos. Assim nasceu o modelo ZM, batizado em homenagem à sua filha Zulma Mabel, e com ele a origem da Bombadur como fabricante de bombas centrífugas para gases liquefeitos.
1978: Friostrela e a experiência no Brasil
Em 1978, Ale leva sua experiência para o Brasil e participa da criação da Friostrela, ao lado do Eng. Florindo Barucca. Esse projeto o conecta diretamente ao mercado brasileiro de refrigeração e lhe permite entender de primeira mão as necessidades regionais em frio e bombeamento.
Depois de consolidar a empresa, ele vende sua participação e retorna à Argentina, trazendo consigo algo mais valioso que a estrutura: conhecimento de mercado e uma visão regional.
De oficina a fábrica: a etapa Dock Sud
De volta à Argentina, Ale impulsiona a transformação da Bombadur de oficina de soluções em empresa industrial estruturada.
Ao lado da sua esposa Nilda Lencina e da sua filha Zulma, a empresa se profissionaliza e instala uma planta em Dock Sud, com estrutura de produção, administração e vendas.
Em paralelo, continuam sendo projetadas bombas específicas de acordo com os problemas trazidos pelos clientes: diferentes vazões, maiores pressões, fluidos complexos e condições de trabalho severas.
1989: MG2, a bomba para CO₂ e gases industriais
Em 1989, a então Liquid Carbonic (hoje Linde) apresenta à Bombadur um desafio: desenvolver uma bomba específica para transferência de CO₂ líquido na descarga de caminhões.
O resultado é a bomba MG2, uma bomba de dois estágios com selo balanceado, projetada para CO₂ líquido e posteriormente aplicada a outras operações com gases liquefeitos, como amônia e HCFC. Esse desenvolvimento abre de forma consistente a porta para a indústria de gases industriais.
1994: entrada no negócio de GLP
Em 1994, uma empresa do setor de GLP precisava de equipamentos para transferência e fracionamento de gás liquefeito.
A Bombadur desenvolve bombas específicas para envase de cilindros e botijões, adequadas às condições do GLP. Mais adiante, são incorporadas versões multiestágio para pressões mais altas e processos mais exigentes, consolidando a presença da empresa no mundo do GLP.
1999: expansão na refrigeração industrial com o modelo LM
Em 1999 é desenvolvido o modelo LM de dois estágios, projetado para a refrigeração industrial com maiores exigências de vazão e altura manométrica.
Esse modelo é instalado em frigoríficos de carne, frutas, pescado, laticínios e câmaras frigoríficas, consolidando a Bombadur como fornecedor de referência em refrigeração industrial com gases liquefeitos.
2003: Bombadur Brasil
Em 2003 é fundada a Bombadur Brasil e instalada uma fábrica em Porto Alegre.
A filial brasileira passa a atender o mercado local com produção e suporte técnicos próprios, enquanto a planta argentina se posiciona como base de engenharia, desenvolvimento e exportações para a América Latina.
2010: incorporação de congeladores de placas e mesas pré-túnel
Em 2010, a Bombadur amplia sua atuação em soluções para refrigeração industrial e incorpora a fabricação de congeladores de placas e mesas pré-túnel.
Isso permite oferecer uma proposta mais completa para plantas frigoríficas, integrando equipamentos de processo de frio com soluções de bombeamento.
2018: modelo ZME, bomba encapsulada fabricada na Bombadur Brasil
Em 2018 é desenvolvido o modelo ZME, uma bomba hermética encapsulada para refrigeração industrial e manuseio seguro de refrigerantes como amônia e outros gases liquefeitos.
Seu nome está ligado ao conceito de “ZM Encapsulada”, em linha com a nomenclatura das bombas encapsuladas do mercado, porém com uma diferença fundamental:
o modelo ZME é fabricado integralmente na fábrica da Bombadur Brasil, desde o conjunto hidráulico até o conjunto motriz, mantendo o DNA de projeto da Bombadur e adaptado às exigências reais de operação da região.
Hoje: segunda geração e foco em gases liquefeitos
Atualmente, a Bombadur é a única empresa na América Latina dedicada ao desenvolvimento e fabricação de bombas centrífugas para gases liquefeitos.
- A partir da Argentina, a empresa atende o mercado local e as exportações regionais.
- A partir do Brasil, a Bombadur Brasil abastece e oferece suporte ao mercado brasileiro.
A companhia é liderada pela segunda geração da família Adur:
Luis Adur, responsável pela direção geral e pela estratégia comercial, e Darío Adur, responsável pela produção e pelo desenvolvimento de produtos.
A filosofia segue sendo a mesma iniciada por Ale: ouvir o cliente, entender a operação real e transformar esses desafios em soluções de engenharia confiáveis, robustas e pensadas para a indústria.